GP 2008 - Marcelo Tas e Gareth Kay
A terceira palestra do dia foi informal, despretensiosa e num tom totalmente adequado à essa idéia de conversações.
Confesso que esperava menos.
Marcelo Tas falou um pouco da indústria da informação e do entretenimento, da democratização do acesso ao conhecimento e principalmente da geração aleatória dele.
Foi bacana olhar para um outro lado da internet, pelos olhos de quem deve ter acompanhado ansiosamente cada um dos passos que ela deu até chegar no estágio de hoje. “Tem gente que acha que isso é pouco”, foi uma das várias tiradas que ele disparou, sobre o conservadorismo que ainda resiste e coloca a internet como uma bolha à parte do cotidiano das pessoas. Ou melhor, nas palavras dele, internet = digitalização, publicação, público.
E terminou com um conselho: “Na dúvida sobre alguma novidade, observe o comportamento das crianças”.
Na sequência quem falou foi o Gareth Kay, da Modernista!. Foi uma palestra densa, com diversos ângulos sobre diversos assuntos. Começou falando sobre a necessidade atual do planejamento, que precisa desesperadamente de mais planejamento para si próprio, para se entender no contexto e na realidade das suas tarefas.
Para ele, devemos ser mais radicais, no sentido literal da coisa, de raiz, origens. De voltar as energias para a criação de coisas simples, inteligentes e que estão muito distantes da chamada BIG IDEA tanto discutida em Cannes. A crítica foi bem em cima das novas tecnologias aplicadas com velhas idéias, que acabam confundindo na hora de trabalhar nas ações de comunicação.
Resumiu muito bem que as marcas precisam de coerência e não consistência apenas, e isso deve ser muito bem observado na hora de trabalhar nos meios. Uma mesma idéia funcionando da mesma forma em todos os locais é muito perigoso e pode não funcionar. Defendeu abertamente a pluralidade que uma marca deve ter, conseguindo adaptar sua linguagem de acordo com o local onde se expõe.
Um termo que ele falou e que chamou atenção foi a tal da molécula da marca, onde elementos essenciais interligam outros elementos, num equilíbrio entre meios e mensagens que acabam fazendo todo o sentido nas ações, revelando o tal do perigo da comunicação 360º que ele tinha colocado anteriormente.
Palestra para ficar matutando vários dias sobre o nosso trabalho de cada dia.
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